sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/POR QUE VOCÊ ESTÁ ASSIM TÃO ABATIDA, Ó MINHA ALMA?

POR QUE VOCÊ ESTÁ ASSIM TÃO ABATIDA, Ó MINHA ALMA?

                                                                                           

“Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo. Quando poderei entrar para apresentar-me a Deus? Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.” Salmos 42.1, 2, 11.

                                                                                              


A jornada do servo de Deus sobre a terra está longe de ser linear.  Muito pelo contrário, a estrada é estreita e ladeira acima. São altos e baixos o tempo todo. Atravessamos desertos. Descemos por vales áridos sentimos medo muitas vezes. Encontramo-nos sem saídas outras tantas. Desejo de nos esconder muitas vezes. Sentimos os nossos pés resvalarem em grandes desfiladeiros outras vezes.

Há momentos em que o cansaço até parece nos destruir. Tudo isto faz parte da jornada do peregrino rumo à Pátria Celestial: fome, sede, cansaço, aflições e dores. E podemos confirmar tudo isto na vida daqueles que nos antecederam na caminhada e chegaram ao destino. Tudo isto é lícito, só não podemos desistir. Seguir em frente na força que o Senhor supre em porção diária é o que temos de fato!

O salmista fala de sua tristeza e sede profunda em meio ao deserto que enfrenta. Ele compara a sua sede a sede das corças que não se contentam com qualquer água, mas buscam as fontes altas. O único lugar onde podem ser dessedentadas. A sua alma tinha sede de Deus. A Palavra de Deus afirma que “bem aventurados os que não viram e creram”. Contudo, há momentos de desertos tão abrasadores que precisamos alem de pensar e crer na Água, experimentá-la. Havia no coração dele uma saudade incurável, um anseio pela presença de Deus. E não é assim que nos sentimos tantas vezes?

Ao mesmo tempo, o salmista por causa da sua experiência pessoal com o Senhor dá uma parada no meio do seu cansaço e questiona a sua própria alma dizendo: “Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim?”. Note que ele não questiona a Deus e muito menos o culpa por sua grande agonia, antes ele questiona a si mesmo. Em nossa humanidade tão frágil a dor e a aflição acabam nos tirando a visão dos agires de Deus. Mas logo nos refazemos e saciados depois de beber na Fonte Eterna, seguimos em frente na esperança das intervenções impensáveis de Deus! Louvemos ao Senhor! Ele é bom e a sua misericórdia dura para sempre! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/SEGUIR O SENHOR DEMANDA DESAPEGO E PRONTIDÃO?

SEGUIR O SENHOR DEMANDA DESAPEGO E PRONTIDÃO?

Pois onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração. Estejam prontos para servir, e conservem acesas as suas candeias, como aqueles que esperam seu senhor voltar de um banquete de casamento; para que, quando ele chegar e bater, possam abrir-lhe a porta imediatamente” Lucas 12.34-36.

                                                                                            


O texto é bem conhecido e encerra grandes ensinamentos. Encontramos Jesus aqui ministrando desapego. Onde está o nosso tesouro? O local está intimamente ligado ao tipo de tesouro que armazenamos. Guardamos os nossos valores em lugares seguros e de honra, contudo, há um lugar ainda mais secreto no qual os adoramos que é o nosso coração. Sim, há um caráter devocional em nossas posses. Devotamos-nos tanto a elas que nem nos damos conta!

E esta postura tem trazido infelicidade a muitos. O texto citado traz propositalmente uma junção de parte do contexto da ansiosa solicitude pela vida e o inicio da parábola do servo vigilante. No texto original não havia a divisão. Encontramos aqui uma chamada séria a uma prontidão para servir ao Senhor à semelhança daqueles servos que esperavam seu senhor voltar das festas de casamento para poder abrir a porta. Prontidão, desapego e serviço andam juntos. Somos chamados a seguir o Cristo. Ele providenciará o que precisamos para a jornada. Mesmo a sabedoria secular e o serviço secular na vida de um servo tem um caráter sagrado. Tudo é providenciado por ele para a glória exclusiva dele.

Os tesouros guardados nos altares dos corações têm impedido a muitos de se engajarem no serviço de Deus. Alguém procurou o Senhor pedindo ajuda para a divisão da sua herança “Respondeu Jesus: "Homem, quem me designou juiz ou árbitro entre vocês?”. Então lhes disse: "Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens". Não é isto que tem acontecido em nosso tempo? Lutas por bens que não passarão a eternidade! Juntamos coisas. Amontoamos roupas e sapatos numa avareza absurda! Corremos de um lado para outro para ganhar cada vez mais dinheiro e se hoje pedirem a nossa alma, o que temos ajuntado para quem ficará?


O Senhor nos ordena a esperá-lo com desapego e prontidão. Ele também nos ordena ajuntar tesouros nos céus onde nem traça, nem ferrugem e muito menos ladrões podem destruir. O Nosso Senhor está vindo, já podemos ouvir os ecos dessa vinda. O que fizemos com os talentos, bens e recursos que ele colocou sob a nossa mordomia? Sim, somos mordomos, nada é nosso. Tudo vem dele, por meio dele e é eternamente para a glória dele. Amém! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/PARA QUEM TEMOS SEMEADO?

PARA QUEM TEMOS SEMEADO?

Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna”. Gálatas 6.8.

                                                                                          


Tenho meditado nos últimos tempos na questão das nossas semeaduras. Nesta vida, ou estamos arando terrenos ou lançando sementes. Resta saber que tipo de semeadura estamos fazendo. Deixe-me fazer melhor a colocação, sempre que um campo é semeado esse campo tem um dono. No caso aqui tratado, só há dois donos: O Senhor ou a nossa carne sempre insatisfeita!

A semeadura que se faz para a carne gerará frutos malditos de destruição, mas a semeadura feita para o Espírito Santo gerará frutos benditos para a vida eterna. O que temos preferido? Quanto esforço inútil para satisfazer essa senhora tão cruel que é a carne! Quanto tempo perdido em amealhar coisas que não têm peso de eternidade! Escolhas são sementes! “Aquilo que o homem semear, isto também ceifará!” diz o apóstolo Paulo tão sabiamente! Assim, atentemos tanto para o tipo de semente usada em nossas semeaduras, quanto para o dono do terreno sobre o qual estamos efetivamente lançando essas sementes.

O apóstolo Paulo falando aos romanos diz: “Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem, de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja. A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo”. Paulo aqui esclarece essa questão. Quem tem efetivamente o senhorio da nossa vida? É sempre oportuno meditar sobre este assunto.


E esta é uma questão que nos deve levar a refletir profundamente! Às vezes temos a impressão que os cristãos só olham para o aqui e agora como se fossem viver eternamente nesta terra. Em Cristo somos livres, mas a nossa liberdade não é para dar lugar aos apelos da carne. No capítulo anterior desta epístola Paulo recomenda: “Por isso digo: vivam pelo Espírito, e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam”. O grande desafio do cristão é viver pelo Espírito, só desta maneira é possível resistir às inclinações e exigências de uma carnalidade que não se converte, pelo menos, não antes da Segunda Vinda do Cristo quando receberemos um novo corpo à semelhança do Corpo do Senhor! Ainda há tempo de mudar tanto a semente quanto o campo! Fica a reflexão! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/QUE TAL PARAR DE RECLAMAR E AGRADECER?

QUE TAL PARAR DE RECLAMAR E AGRADECER?

“Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Tomara tivéssemos morrido na terra do Egito ou mesmo neste deserto! Até quando sofrerei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações que os filhos de Israel proferem contra mim. Dize-lhes: Por minha vida, diz o SENHOR, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros”. Números 14.2, 27, 28.

                                                                                             


Este é seguramente um daqueles textos que nos faz tremer nas bases, visto que há uma inclinação recorrente à murmuração desde os dias antigos. Como tem sido difícil encontrar corações cheios de gratidão ao Senhor! À semelhança do Israel do passado percebemos uma verdadeira compulsão por reclamar na vida da maioria dos que se dizem cristãos! Há uma insatisfação patológica que tem obstaculado as bênçãos de Deus nas vidas de muitos. O apóstolo Paulo recomenda: “Fazei tudo sem murmuração nem contendas!”. E ainda: “Em tudo daí graças!”.

 Reclamamos se as coisas estão difíceis. Reclamamos entediados se estão fáceis demais. Lembrei-me agora de um comercial antigo de lamina de barbear. Aparecia um homenzinho reclamando da barba horrível que estava fazendo. Alguém chegava e lhe oferecia uma lamina de barbear de boa qualidade. O homem em questão continuava agora usando a boa lâmina, mas em um tom de reclamação dizia: “Oh, que barba formidável que estou fazendo!”. E ainda um desenho animado infantil que mostrava uma hiena sempre mal humorada cujo bordão era: “Oh vida, oh azar, oh miséria!”. Pois é exatamente assim que fazemos. Vida imitando a arte? Não, arte imitando a vida! Esses personagens são tirados do cotidiano de várias pessoas.

O texto citado fala da travessia de Israel no deserto, rumo à terra prometida. O povo havia adquirido a disposição mental de escravos. Israel havia saído do Egito, mas o Egito não havia saído dele! A saudade que aquele povo sentia do cativeiro era incompreensível!

Temos insistido para implantar uma cultura de gratidão, mas não tem sido fácil. Às vezes é até desencorajador. O Israel do passado depois de 430 anos de um cativeiro opressor sob todos os aspectos, recebeu a dádiva da libertação. E mesmo depois de todos os portentos de Deus para libertar seu povo com mão poderosa e braço estendido, Israel tinha memória curta para lembrar dessas intervenções. O povo em coro murmurou contra o Senhor e recebeu conforme a sua murmuração. Castigo de Deus? Não, consequência de sementes plantadas. Palavras são sementes e se forem semeadas, certamente brotarão! Cuidado com as palavras proferidas! Pensemos nisto e exercitemos as ações de graças! Substituamos a reclamação pelo cântico de gratidão ao nosso Deus!  Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/TEMPO DE BENDIZER AO SENHOR!

TEMPO DE BENDIZER AO SENHOR!

Bendiga ao Senhor a minha alma! Ó Senhor, meu Deus, tu és tão grandioso! Estás vestido de majestade e esplendor! Envolto de luz como numa veste, ele estende os céus como uma tenda, e põe sobre as águas dos céus as vigas dos seus aposentos. Faz das nuvens a sua carruagem e cavalga nas asas do vento. Faz dos ventos seus mensageiros e dos clarões reluzentes seus servos”. Salmos 104.1-

                                                                                          


Embora este salmo apareça como um dos muitos anônimos, quase se pode sentir aqui a respiração de Davi, o Rei salmista exultando diante da grandeza de Deus. Parece-nos uma continuação do salmo anterior também uma exaltação à majestade do Deus Todo Poderoso. O salmista convoca a sua alma a bendizer o Senhor em um dos muitos momentos de contemplação das maravilhas criadas pelo Senhor. Em sua linguagem poética ele enxerga pela fé o Senhor vestido de majestade e esplendor.

Há uma percepção indizível dessa grandiosidade numa linguagem de nos tirar o fôlego. É interessante ler todo o poema que é de uma beleza ímpar. Absolutamente tudo está debaixo da autoridade soberana desse Deus Altíssimo que “Faz das nuvens a sua carruagem e cavalga nas asas do vento. Faz dos ventos seus mensageiros e dos clarões reluzentes seus servos”. Que palavras inspiradoras! Aleluia, Louvado seja o Eterno para todo o sempre amém!

Como precisamos resgatar essa capacidade contemplativa mesmo no meio das nossas lutas diárias, que não são poucas é certo, mas nada pode nos impedir de contemplar o Deus Eterno na beleza viva de sua santidade nem deixar de admirar as maravilhosas obras de suas mãos. Há tanto a agradecer. Há tantas razões para render graças e louvar o Todo Poderoso, mas temos nos esquecido disto sobrecarregados com as inúmeras cargas trazidas sobre nós pelo inimigo das nossas almas.


Façamos uma pausa no meio das nossas correrias e em meio às lutas que nos demandam a paz, convoquemos a nossa alma a bendizer o Senhor por tudo que Ele é e por tudo que Ele nos tem concedido apesar de nós. Parece que lamentavelmente perdemos a capacidade de contemplar quão grandioso é o Senhor. Isto nos faz lembrar a letra do antigo hino de adoração, cujo refrão diz: “Então min’alma canta a ti Senhor: Grandioso és tu, Grandioso és tu!”. Infelizmente parece que os adoradores deixaram de adorar como o Israel do passado, penduraram as suas harpas nos salgueiros de Babilônia e se esqueceram do seu Deus. Tempo de despertar e voltar ao Senhor em louvor e adoração! O salmista despertou e promete: “Cantarei ao Senhor toda a minha vida; louvarei ao meu Deus enquanto eu viver”. E quanto a nós? Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

domingo, 25 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/UMA ORAÇÃO SEMPRE OPORTUNA!

UMA ORAÇÃO SEMPRE OPORTUNA!

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno”. Salmos 139.23,24.

                                                                                          


Este salmo de Davi fala da onisciência e onipotência de Deus. O salmista exalta esses atributos eternos de Deus e traz à lume o fato de nada ficar oculto aos olhos perscrutadores do Senhor. Os versículos acima citados encerram o poema que é escrito todo na forma de uma oração. O Senhor é aquele que nos conhece na profundidade do nosso ser. O Salmista começa dizendo: em sua oração: “Senhor, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; de longe percebes os meus pensamentos. Sabes muito bem quando trabalho e quando descanso; todos os meus caminhos te são bem conhecidos. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu já a conheces inteiramente, Senhor”.

É sempre oportuno lembrar que o Senhor não se impressiona com as nossas exterioridades religiosas, ele conhece as intenções mais ocultas do nosso coração. Antes que a palavra chegue aos nossos lábios ele já a conhece. Assim, usemos de sinceridade diante do Senhor especialmente em nossas orações. Rasguemos diante dele o nosso coração, não as nossas vestes.

O salmista faz aqui uma pergunta e já apresenta a resposta, que nos faz parar para pensar: “Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá”. Sim, impossível fugir da presença do Senhor! O que pode nos afastar da presença “favorável” de Deus é o nosso pecado, mas ainda assim, mesmo sendo disciplinados, corrigidos estaremos diante dele!

O salmista termina a sua oração fazendo um pedido que todos os filhos de Deus precisam se acostumar a fazer: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno”. Em outro salmo ele vai mais além e pede: “Quem pode discernir os próprios erros? Absolve-me dos que desconheço! Também guarda o teu servo dos pecados intencionais; que eles não me dominem! Então serei íntegro, inocente de grande transgressão. Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador!”. Que assim seja sempre! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


sábado, 24 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/LOUVEMOS AO SENHOR POR MEIO DE UM VIVER CANTANTE!

LOUVEMOS AO SENHOR POR MEIO DE UM VIVER CANTANTE!

Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome”. Hebreus 13.15.

                                                                                            


O versículo citado acima faz parte das recomendações finais desta epístola, dentre outras exortações encontramos esta. O autor da epístola aconselha seus leitores a oferecerem por meio de Cristo, de modo contínuo sacrifício de louvor a Deus. Este tipo de louvor é fruto de uma confissão experiencial do excelso nome do Senhor! Por que sacrifício? Porque é oferecido no meio das agonias mais atrozes e não porque tudo está circunstancialmente bem!

Como tem sido difícil oferecer tais cânticos na agonia! E quando nos referimos a Cântico, não temos em mente uma canção propriamente dita, mas a um viver “cantante”, que seja “um aleluia da cabeça aos pés!” pensamento atribuído a santo Agostinho. Como tem sido difícil encontrar vidas que glorifiquem ao Senhor! Só os que experimentam um viver confessional conseguem entoar cânticos nas noites escuras da alma, como os antigos “blues” entoados pelos sofredores do passado! Que o nosso viver seja cantante e não lamentoso para que o nome do Senhor não seja difamado!

Ansiamos pela chegada em casa. A saudade do Lar Eterno nos faz viver a cada dia na perspectiva da chegada. É o que nos move, nos faz acordar a cada manhã. Que seja pela nossa ida ou pela vinda bendita do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A nossa oração deve ser um contínuo e sonoro: “Maranata, ora vem Senhor Jesus”!

As lutas desta vida não podem nos abater nem nos tirar a visão do nosso amado Salvador. Somos peregrinos e forasteiros em terra alheia. Um grande exército de infantaria atravessando disertos e grandes desfiladeiros é o que somos na verdade. Tem momentos de oásis na jornada? Claro que sim! E são precisamente esses momentos que nos fortalecem e refazem para seguir em frente em um contínuo sacrifício de louvor para a honra e glória do Pai Eterno! O Sacrifício de louvor não acontece porque tudo nos vai bem, antes manifesta a fé do tipo “ainda que” tudo nos pareça contrário ao esperado, o Senhor será glorificado! Por isso mesmo é um sacrifício, demanda fé, confiança e empenho diligente! O Pastor Billy Graham disse: “A maior forma de louvor é o som de pés consagrados buscando os perdidos e os fracos!” e isto apesar das circunstâncias! Pensemos nisto! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/ENCORAJADOS A ANDAR EM NOVIDADE DE VIDA!

ENCORAJADOS A ANDAR EM NOVIDADE DE VIDA!

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas! Portanto, fomos sepultados com ele na morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova”. Coríntios 5.17; Romanos 6.42.

                                                                                             


Há dois dias começou oficialmente a primavera. Estação das flores e da exuberância! As estações nos fazem lembrar que somos cíclicos e os nossos ciclos precisam ser completados. Somos todos numa certa medida primaveras, verões, outonos e invernos. Deus em sua soberania nos sinaliza o tempo todo através de vários recursos, mas certamente a natureza tem sido o áudio visual de Deus mais eficaz.

Quando lemos os textos do apóstolo Paulo citados acima percebemos que eles nos dão conta que aqueles que estão em Cristo fazem parte de uma nova e exuberante criação. E se de fato fazem parte dessa nova criação, impossível não haver uma mudança radical ou uma volta ao projeto original de Deus. As coisas antigas passaram e novas coisas surgiram. O texto não fala de exterioridades, mas de um padrão interno reprogramado pelo Senhor que produz resultados visíveis. Somos como as estações com suas características peculiares! Impossível imaginar a primavera sem as suas flores!

Fomos sepultados com Cristo na sua morte por meio do batismo e assim como Cristo foi ressuscitado, nós também fomos vivificados para andar em  novidade de vida. A pergunta é: Será que verdadeiramente morremos e ressuscitamos com Cristo ou permanecemos na velha condição? Ou será que tudo não passou de um emocionalismo ocasional e ainda estamos encerrados no velho ciclo de morte?


Muitos são versados na letra sem experimentar a ação transformadora do Espírito. São capazes de recitar versículos após versículos, mas não há mudança de fato em suas vidas. A teologia precisa ir alem da letra e se tornar experimental, do contrário, produzirá religiosos empedernidos. São os fariseus contemporâneos apontadores de erros e pecados alheios. Uma coisa é fato incontestável: Todo aquele que foi vivificado pelo Senhor anda em novidade de vida, floresce e dá muitos frutos. Este nunca mais será o mesmo, nem que queira. Tudo foi radicalmente mudado, no âmbito do espírito. Não tem volta e esta mudança será visível! A religiosidade muda o comportamento por algum tempo. Jesus muda a essência para toda eternidade! Assim, andemos nós em novidade de vida! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/NÃO SE ASSUSTE É JESUS QUE ESTÁ VINDO!

NÃO SE ASSUSTE É JESUS QUE ESTÁ VINDO!

O SENHOR é muito paciente, mas o seu poder é imenso; o SENHOR não deixará impune o culpado. O seu caminho está no vendaval e na tempestade, e as nuvens são a poeira de seus pés”. Naum 1.3.

                                                                                          


Ainda que vivamos cem anos ou mais jamais esgotaremos as infinitas possibilidades dos agires de Deus. Esta foi seguramente a lição mais difícil que aprendi ao longo da caminhada com Ele. E olhe, que aprendi faz tempo! O Senhor é Deus misterioso e surpreendente. O encontramos nas situações mais improváveis. Nunca devemos dizer Deus não está nisto que estou vivendo! Quão tolos somos ao fazermos este tipo de afirmação!

Quando o intento de Deus é nos trazer para o centro da vontade dele, os recursos didáticos bem como as suas estratégias não serão economizados. Às vezes nos surpreendemos com ele andando sobre as águas no meio das nossas noites escuras da alma. Achamos que é um fantasma, como os discípulos do passado até que ouçamos a sua voz a nos aquietar o coração nos dizendo para não temer. É ele sim, para aquietar o vento e o mar.

Em outras tantas ficamos perplexos com o rebuliço ao nosso redor. É quando o salmista afirma: “Nosso Deus vem! Certamente não ficará calado! À sua frente vai um fogo devorador, e, ao seu redor, uma violenta tempestade”. Tanto ele fala através de sussurros quanto através de grandes tempestades. Que apuremos os nossos ouvidos e na nossa imaturidade não atribuamos ao adversário algo que procede do Senhor para nosso conserto e edificação.


Deus é aquele que “trabalha para os que nele esperam” diz o profeta Isaias. Qual o grande segredo para aguardar esse trabalhar? Aquietar o coração na certeza de que ele é Deus e nada efetivamente está fora de sua área de ação. Quantas vezes experimentamos um grande mover aparentemente contrário ao que esperamos e oramos! Creio que é Deus arrumando a casa. Toda grande arrumação demanda uma grande desarrumação. Tudo tem que sair de fato dos lugares. E nessas faxinas achamos tantas coisas que julgávamos perdidas e outras que apodrecidas precisam ser lançadas fora! O profeta Naum diz que o Senhor é paciente e infinitamente poderoso. Os planos do Senhor não podem ser frustrados nos corações dos seus escolhidos. E não nos iludamos, seremos transformados e chegaremos à estatura de varões perfeitos. Enquanto deste lado de cá da eternidade todos estamos sendo transformados dia a dia. De degrau em degrau, de glória em glória, de vitória em vitória. Quando estivermos maduros, então seremos colhidos como frutos benditos do Senhor! Assim, não nos assustemos com as tempestades é Jesus vindo em nossa direção e como diz o apostolo Paulo citando uma palavra profética: “Todavia, como está escrito: "Olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam". Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/CONSERVEMOS A UNIDADE DA FÉ PELO VÍNCULO DA PAZ: CRISTO!

CONSERVEMOS A UNIDADE DA FÉ PELO VÍNCULO DA PAZ: CRISTO!


                                                                                           

Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz! Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança. O Deus que concede perseverança e ânimo dê-lhes um espírito de unidade, segundo Cristo Jesus, para que com um só coração e uma só boca vocês glorifiquem ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”. Efésios 4.3; Romanos 15.4-6.

                                                                                          


Ainda falando aos efésios, o apóstolo Paulo começa o capítulo quatro exortando seus leitores para que vivam de maneira digna da vocação recebida o objetivo de tal exortação é para que: “todos cheguemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo”. Linda mensagem paulina que tem caído no esquecimento de muitos cristãos, sobretudo, contemporâneos.

As invencionices não param de surgir. Quanta doutrina de homens apregoada em nossas igrejas! Quanta tentativa de tirar a centralidade do Cristo! Imagino se o apóstolo Paulo vivesse em nossos dias, misericórdia! Cadê o esforço para conservar a unidade do Espírito Santo pelo vínculo da paz? Ao orar pelos romanos ele pede ao Senhor que conceda aos seus leitores espírito de unidade segundo Cristo para que possam assim glorificar o Senhor!

Como glorificar ao Cristo se o propósito de muitos tem sido a autoglorificação? Isso mesmo, o desejo de alardear a própria presunção é tanto, que se tem passado por cima de princípios inegociáveis da Santa Palavra de Deus, como a comunhão entre irmãos, por exemplo! Tem uma frase de um teólogo luterano chamado Peter Mederlin, embora ao longo da história venha sendo atribuída a outros, inclusive a Agostinho e a Filipe Melancton, que traduz muito bem a exortação do apóstolo Paulo em relação à unidade. Diz o teólogo: “No que é essencial, unidade; no que não é, liberdade; em todas as coisas, caridade!”.


A pergunta aqui em relação à fé cristã é: O que seria essencial para nós cristãos, afinal? Gostaria de deixar pelo menos três fatos essenciais: Primeiro, não há salvação em nenhum outro a não ser por meio de Cristo Jesus. Segundo, o sacrifício vicário de Cristo foi único, perfeito, eficaz e suficiente. Terceiro, esta obra salvifica acontece pela graça mediante a fé em Cristo Jesus, não há obra meritória em nós. Assim, deixemos de nos desentender como irmãos e usemos da liberdade em relação ao que não é efetivamente essencial e da caridade em relação a todas as coisas! Façamos isto por meio do vínculo da paz que é o próprio Cristo! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/O DESAFIO DE ANDAR EM EQUILÍBRIO E SENSATEZ!

O DESAFIO DE ANDAR EM EQUILÍBRIO E SENSATEZ!

Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista; trarão vida a você e serão um enfeite para o seu pescoço. Então você seguirá o seu caminho em segurança, e não tropeçará; quando se deitar, não terá medo, e o seu sono será tranquilo. Não terá medo da calamidade repentina nem da ruína que atinge os ímpios, pois o Senhor será a sua segurança e o impedirá de cair em armadilha” Provérbios 3.21-26.

                                                                                           


A vida do cristão sobre a terra é um, desafio constante de demandas múltiplas que exigem de nós destreza, fé e esperança. Somos fustigados pelo sistema ímpio, por situações e pessoas a todo instante. Parece uma grande maratona por uma estrada íngreme, estreita e ladeira acima. Ufa, haja graça sobre graça para completar a jornada rumo à pátria celestial!

Há momentos em que temos a nítida sensação de estarmos andando em equilíbrio sobre um cabo retesado sobre duas grandes montanhas. O que varia é o tamanho do abismo que está sob os nossos pés. O segredo do equilíbrio para a essa travessia é segurar uma vara em cujas extremidades estão a fé e a esperança sempre olhando para frente, nunca para baixo. Essas duas virtudes formam o fiel da nossa balança.

O contexto todo aqui fala das instruções dadas pela sabedoria quanto ao obedecer ao Senhor. Somos instados pela Palavra de Deus a não nos desviar nem para a direita nem para a esquerda. A moderação em tudo é boa. Somos orientados a não nos embriagar com o vinho, mas a nos encher do Espírito Santo de Deus. Os que se embriagam têm um andar cambaleante e um falar desconexo, mas os que se enchem de Deus primam pela sensatez e o equilíbrio!


Os versículos citados no inicio trazem as instruções de um pai sábio ao seu filho amado. Palavras que podem ser aplicadas a todos que primam por um andar firme no Senhor. O texto instrui com maestria: Meu filho, guarde consigo a sensatez e o equilíbrio, nunca os perca de vista; trarão vida a você e serão um enfeite para o seu pescoço. Então você seguirá o seu caminho em segurança, e não tropeçará; quando se deitar, não terá medo, e o seu sono será tranquilo.  Ter a sensatez e o equilíbrio como enfeites ao pescoço dá segurança aos que os carregam, não permitindo que tropecem em tempo algum. O próprio Senhor, diz o texto, “será a sua segurança e o impedirá de cair em armadilha”. Deste lado da eternidade não estamos livres de travessar desertos e vales áridos, contudo, o grande diferencial é como os atravessamos e com quem atravessamos. Se o próprio Senhor é tanto o Caminho quanto o Guia para a jornada chegaremos em segurança ao Destino Eterno! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/COISAS ESPIRITUAIS SE DISCERNEM ESPIRITUALMENTE!

COISAS ESPIRITUAIS SE DISCERNEM ESPIRITUALMENTE!

“O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito". Perguntou Nicodemos: "Como pode ser isso?". Disse Jesus: "Você é mestre em Israel e não entende essas coisas?”. João 3.8-10.

                                                                                           


A conversa de Jesus com Nicodemos, um dos principais dos judeus, membro do Sinédrio, homem culto e preparado no que dizia respeito às coisas da religião, tem muito a nos ensinar. O encontro começa com Nicodemos procurando Jesus à noite, certamente para não ser visto. Nicodemos reconhecia que os sinais feitos por Jesus, bem como o seu ensino só poderia vir da parte de Deus.

O curioso aqui é que Jesus como sempre vai direto ao ponto. Ele não retruca o comentário de Nicodemos, mas responde entrando no cerne da questão: “Em resposta, Jesus declarou: "Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo". E aqui começa realmente a discussão. Como poderia um judeu, filho de Abraão entender tais palavras? Ao que Nicodemos retruca: “Perguntou Nicodemos: "Como alguém pode nascer, sendo velho? É claro que não pode entrar pela segunda vez no ventre de sua mãe e renascer!”.

Nicodemos parece não ter entendido nada. Enquanto Jesus falava de coisas espirituais, aquele mestre da lei pensava em coisas e meios carnais, terrenos. O diálogo segue e é interessante ler todo o contexto. Gostaria de chamar a atenção para os versículos citados no início. Jesus usa a analogia do vento para explicar a ação do Espírito no coração do homem vivificando-o. Diz o Senhor: “O vento sopra onde quer. Você o escuta, mas não pode dizer de onde vem nem para onde vai. Assim acontece com todos os nascidos do Espírito". Não compreendemos o caminho do vento, mas sentimos os seus efeitos, assim é com aquele que nasceu da água e do Espírito.


Nicodemos era um mestre em Israel e não compreendia essas coisas? A religiosidade árida sem a presença do Espírito Santo faz assim, engessa, enrijece. Obscurece a visão das ações soberanas de Deus! É interessante que vemos a postura de Nicodemos reverberando em muitos em nosso tempo. São tão sábios e letrados, mas não compreendem. Esses tentam explicar e racionalizar as coisas espirituais. O apóstolo Paulo falando aos coríntios traz a explicação para essa questão: “Quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente”. O homem natural jamais entenderá as coisas do Espírito! Assim, ao ministrarmos a Palavra de Deus, deixemos que o próprio Espírito da palavra traga luz ao que foi explicado. Não é a nossa capacidade de ministrar que fará alguém se converter é a ação do Vento do Espírito soprando naquele coração! Não somos convertedores, mas tão somente semeadores! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

domingo, 18 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/O PODER LIBERTADOR DO PERDÃO!

O PODER LIBERTADOR DO PERDÃO!

Quando os outros servos, companheiros dele, viram o que havia acontecido, ficaram muito tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. "Então o senhor chamou o servo e disse: ‘Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?”. Mateus 18.31-33.

                                                                                            


O contexto todo no qual estes versículos estão inseridos trata da parábola do credor incompassivo. Um sujeito que teve uma grande e impagável dívida perdoada pelo seu senhor, mas na hora de perdoar um conservo seu que lhe devia infinitamente menos, se recusou a fazê-lo. A parábola trata do perdão de Deus dado a nós mesmo sem que haja merecimento da nossa parte. Recebemos perdão para nos tornarmos perdoadores!

O perdão faz muito mais bem ao que perdoa do que ao foi perdoado. A ação terapêutica  e libertadora do perdão é absolutamente perceptível assim como os efeitos devastadores na vida dos que negam o seu perdão. Conheço vidas miseravelmente infelizes por esta causa. São mentes aprisionadas pela ação de verdugos tanto emocionais, quanto espirituais. A mágoa pela ofensa recebida, o ódio e o ressentimento se tornam algozes implacáveis daqueles que retêm o perdão.

Conta-se que certa mulher teve uma decepção muito grande com aquele que seria seu marido e acabou casando por vingança. Durante os anos vividos todos os dias a mágoa foi lançada em rosto por ela com palavras ferinas e acusatórias. Os anos de casamento mesmo tendo gerado filhos, esses filhos foram gerados pelo ódio e o ressentimento. Havia por parte dela um bordão: “Não o perdoo nem na hora da minha morte!”. E ainda outro: “Quem fizer comigo faça bem feito, pois não perdoo jamais!”. Os anos se passaram e a velhice alcançou aquele casal. Veio a enfermidade que  acabou dando cabo da vida daquele marido depois de um encontro restaurador com o Cristo vivo.


Aquela esposa carregada de ressentimento ficou sempre remoendo a sua desdita. Perdeu o tempo precioso da sua existência. Voltando ao texto diz o Senhor: “Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia. "Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão". A mulher da nossa história passou a vida entregue aos torturadores que a torturaram de todas as maneiras. Viveu muitas perdas. Passou por inúmeros desertos e vales áridos. Conviveu com o ódio entre os filhos. Sempre enredada nas teias da ofensa recebida que ela tratou de perpetuar! Finalmente foi alcançada pelo ladrão de almas (o mal de Alzheimer) o ultimo dos verdugos. Como Deus é extremamente misericordioso a alcançou dando-lhe a chance de se arrepender e zerar a sua história. Finalmente no apagar das luzes da vida terrena teve sua vida perdoada. Liberou o perdão e se prepara para ser levada para casa do Pai Celestial. Perdoemos enquanto há tempo, antes que cheguem os torturadores! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sábado, 17 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/AI DOS GUIAS CEGOS!

AI DOS GUIAS CEGOS!

“Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo". Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês limpam o exterior do copo e do prato, mas por dentro eles estão cheios de ganância e cobiça. Fariseu cego! Limpe primeiro o interior do copo e do prato, para que o exterior também fique limpo". Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície”. Mateus 23.24-27.

                                                                                            


No contexto geral Jesus traz uma série de advertências aos “técnicos em Deus”. As duras palavras do Senhor são proferidas na forma de “Ais”. São expressões enérgicas do Mestre contra toda espécie de zelo cego, desprovido de amor, sobretudo o amor ágape. Este tipo de amor é em algumas versões bíblicas traduzido por caridade, não a caridade de doar coisas simplesmente, mas a caridade de se doar. Essa doação caridosa aponta de modo especial para escutas empáticas das dores do outro.

Todo zelo cego é radicalismo fanático. Temos visto o prejuízo que este tipo de postura tem gerado. Quantas vidas ceifadas pela ação maligna de religiosos empedernidos. Não é de se admirar que as palavras mais duras de Jesus tenham sido dirigidas aos religiosos dos seus dias. E quanto à hoje? O que temos visto? Parece que essa vereda religiosa tem alcançado cada vez mais adeptos e feito cada vez mais vítimas. Com a proliferação dos meios de comunicação através das várias mídias tem sido fácil disseminar essas posturas odientas e acusatórias!

É triste constatar que nos meios ditos cristãos as coisas não são muito diferentes, pelo contrário. Coitados dos que caem na “malha fina” dos fariseus modernos, sempre cheios de regras com seus dedos em riste prontos a acusar, sempre detentores da verdade como os mestres da lei e fariseus dos dias de Cristo sobre a terra. Nesses dias a nação brasileira foi impactada com a notícia da morte de um ator de telenovela. Já começaram a surgir as “pérolas” dos fariseus pós-modernos! Esses já falam de castigo de Deus e outras coisas desprovidas de caridade, sem o mínimo respeito pela dor alheia. Misericórdia!


Quando o apóstolo Paulo foi a Atenas e se deparou com a idolatria vigente não usou uma só palavra de acusação, antes foi extremamente sábio e caridoso, aproveitando a oportunidade para falar do verdadeiro Deus. Diz Paulo: “Então Paulo levantou-se na reunião do Areópago e disse: "Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos, pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio”. O apóstolo “não amarrou em nome de Jesus”, não saiu derramando óleo “ungido”, não usou nenhuma pantomima da invencionice que temos visto proliferar em nossos dias, mas “observou cuidadosamente aqueles objetos de culto”, buscando meios de anunciar o Deus único.  Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Meditação/Nadia Malta/A VIDA É COMO SOMBRA PASSAGEIRA!



A VIDA É COMO SOMBRA PASSAGEIRA!

O homem nascido de mulher vive pouco tempo e passa por muitas dificuldades. Brota como a flor e murcha. Vai-se como a sombra passageira; não dura muito. Os dias do homem estão determinados; tu decretaste o número de seus meses e estabeleceste limites que ele não pode ultrapassar”. Jó 14.1, 2, 5.

                                                                                        



Neste capítulo todo encontramos Jó, o velho servo sofredor meditando sobre a brevidade da vida. Especificamente nos versículos citados Jó se torna mais  preciso em sua meditação. Ele diz que o homem vive por breve tempo e passa por muitas dificuldades. Como a flor brotamos e murchamos. Esvaímo-nos como a sobra passageira. Jó vai mais além e diz que os dias do homem estão determinados, que o Senhor decretou até os números dos seus meses e esses limites não podem ser ultrapassados. 

Há vidas longas do ponto de vista humano e há aquelas que são como um sopro. No entanto, tudo da perspectiva da eternidade é muito efêmero. Muito fugaz. O controle do tempo está rigorosamente nas mãos do Senhor. Sempre que alguém querido parte ou está em avançada velhice paramos para meditar sobre essas questões tão complexas. O fato é que não fomos projetados para morrer. 

Todos os dias nascem e morrem tantas pessoas sem que nos demos conta disso, até que a morte se avizinhe de nós! Através de entes queridos pelos laços de sangue ou não. Só quando isto acontece nos sentimos em perplexidade. Foi assim nesses dias! A nação foi impactada com a notícia da morte de um ator famoso que protagonizava uma obra de ficção. Homem de cinquenta e quatro anos no auge da carreira com filhos ainda pequenos, no meio de um trabalho foi colhido de repente. Foi tirado de cena. Isto nos faz meditar como Jó sobre a brevidade da vida!

E quanto a nós? E se hoje pedissem a nossa alma? Assim, de repente num abrir e fechar de olhos nos faltasse o fôlego da vida. Sempre imaginamos que isso só acontece com os outros, nunca conosco, nunca em nosso meio! Mas insisto na reflexão, e se hoje saíssemos de cena? Será que esse tipo de acontecimento não tem também o propósito de nos colocar em constante alerta? Postergamos planos. Procrastinamos a sua execução. Adiamos decisões importantes. Deixamos de tomar providencias imprescindíveis, especialmente para os que ficarão. E o pior, na maioria das vezes deixamos de dizer as palavras que podem fazer toda a diferença na vida daqueles a quem amamos, sobretudo, e especialmente deixamos de manifestar a nossa gratidão e reconhecimento àqueles que se doaram a nós, até que se ausentem de nós para sempre! O que temos de fato é o hoje, o agora de Deus! E isto nada tem a ver com idade, mas com Aquele que tem o controle de tudo em suas soberanas mãos. E quando Ele chama não há escolha, temos que ir! Pensemos nisto! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

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