segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/DEPOIS DO CHORO A ALEGRIA VIRÁ!

DEPOIS DO CHORO A ALEGRIA VIRÁ!

O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”. Salmos 30.5.

                                                                                        


Hoje encontrei alguém que chorava de um jeito que nunca vi. Seu choro vinha do fundo da alma. Era um lamento altissonante e contínuo que vinha do mais profundo daquele coração. Lembrava as sirenes, das ambulâncias pedindo passagem! No caso, uma dor da alma pedia passagem! Ali não cabiam as palavras nem nos lábios da pessoa e muito menos nos meus. Aliás, a impressão que tive foi que mesmo que ela tentasse explicar a razão daquelas lágrimas, não conseguiria. Fiquei em silêncio até que aquela enchente escoasse e a dor em questão se esvaísse. Parece-me que tudo naquele interior foi devidamente lavado! Ainda não sei a razão do choro, mas parece que ele cumpriu seu papel. No final, a pessoa me agradeceu por não ter dito ou perguntado nada e apenas ter ficado silenciosamente presente.

A experiência foi extremamente didática. E mais uma vez percebi a inutilidade das nossas verborragias! Tenho pensado e usado muito o recurso terapêutico do choro, tão pouco usado em tempos em que é quase uma afronta se mostrar fraqueza. O Senhor Jesus em suas Bem-aventuranças diz que: “Bem-aventurados os que choram porque serão consolados”. Que promessa gloriosa! Não há nada mais perigoso que sentimentos represados. Aliás, já falamos sobre isto neste espaço. As pessoas são sempre tão contidas, tão preocupadas com o que os outros vão pensar! Desde crianças aprendemos a “engolir o choro”! Choro engolido envenena a alma! Quanta alma envenenada encontramos pelo caminho! Qual o antídoto para esse veneno? A empatia ou a compaixão! Faz bem saber que a nossa dor não é banalizada!

A Bíblia está cheia de relatos de chorões que foram devidamente consolados pelo coração compassivo de Deus! Gosto particularmente do episódio de Maria madalena chorando no Jardim do sepulcro ao vê-lo vazio. E Jesus chega sem ser reconhecido e faz a pergunta que ainda hoje ressoa em nossos ouvidos nas horas de choro profundo: “Mulher, por que choras”? A causa do choro de Maria era o fato de achar que haviam roubado o corpo do Senhor. É quando Jesus se revela chamado-a pelo nome da maneira inconfundível de sempre! Outro episódio marcante foi o encontro de Jesus com a viúva de Naim. Ao encontrá-la no cortejo fúnebre do seu filho único diz o texto do evangelista Lucas: “E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores”. Ambas as mulheres foram consoladas! Ele é especialista em aparar as nossas lágrimas! Ele transforma lágrimas em riso e o nosso lamento em júbilo!

O salmista afirma que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”. Como temos ansiado pela aurora! Como as noites escuras da alma têm se prolongado! E como estamos necessitados que o Senhor nos chame pelo nome! Que ele nos abrace e acalente os nossos corações! Sim, sabemos que vai amanhecer e o choro dessa madrugada escura será transformado em riso e tudo se fará novo! Não fiquemos constrangidos por chorar! Depois do choro, a alegria certamente virá! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

domingo, 20 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/TÁ DIFÍCIL? VAMOS PASSEAR!

TÁ DIFÍCIL? VAMOS PASSEAR!
                                                                                              

A mão do Senhor estava sobre mim, e por seu Espírito ele me levou a um vale cheio de ossos. Ele me levou de um lado para outro, e pude ver que era enorme o número de ossos no vale, e que os ossos estavam muito secos”. Ezequiel 37.1,2.

                                                                                          


Já falamos isto outras vezes, mas é sempre bom repetir por mais difíceis que estejam as coisas para nós ainda pode haver realidades ainda piores. Por isso, sempre que as coisas se tornam muito difíceis resolvo passear. Mas não em um lugar aprazível de lago plácido, de jardins floridos com borboletas coloridas voando de um lado para outros e pássaros cantando sob uma brisa amena. Nessas horas é tempo de revisitar Ezequiel 37 o Vale de Ossos Sequíssimos! Que passeio estranho! Coisa mais mórbida! Muitos podem pensar. Contudo, é precisamente ali que somos profundamente ministrados com a certeza absoluta que não há impossíveis para o nosso Deus seja qual for a situação que nos aflige.

Às vezes tudo que mais precisamos é um choque de lucidez! E o Senhor é também especialista em nos chamar à razão no meio das nossas dores mais profundas. Nos dias do profeta Ezequiel as coisas definitivamente não estavam fáceis. Ele experimentara na pele os rigores de um cativeiro que durou setenta anos. A esperança da nação havia morrido, seus ossos haviam secado pela tristeza, abatimento e desesperança provocados pela situação. Não havia saídas, pelo menos, não humanas!

Deus é especialista em saídas impensáveis, em caminhos impossíveis aos homens e em estratégias inimagináveis. Não podemos perder de vista que nas mãos divinas estão todas as infinitas possibilidades. Por isso o Senhor levou o profeta em visões de Deus para um passeio dos mais inquietantes. Ele o levou e colocou-o para nadar ao redor de um vale de ossos muitos secos. Ele tinha que aprender a mensurar a dimensão da sua própria dor. É quando o Senhor faz a grande pergunta do texto que faz o profeta pensar: “Filho do homem, esses ossos poderão tornar a viver”?

O profeta depois de observar atentamente a dimensão daquela situação responde da maneira mais sábia e prudente: "Ó Soberano Senhor, só tu o sabes". Não deveria ser assim conosco? Não deveríamos colocar nas mãos do Senhor a resposta que tanto ansiamos, antes de naufragarmos em nossas impossibilidades? O Senhor ainda convoca o profeta para participar da ação restauradora e vivificadora: Então ele me disse: "Profetize a esses ossos e diga-lhes: ‘Ossos secos, ouçam a palavra do Senhor”! Talvez seja isto que está faltando: mandar o nosso problema, a nossa impossibilidade ouvir a palavra do Senhor! Ao obedecer à ordem do Senhor o profeta pode ver o poder da Palavra de Deus em ação bem debaixo do seu nariz: Ele profetizou e começou o grande mover. Cada osso procurou seu osso, se recompuseram formando esqueletos que foram cobertos de tendões, carnes músculos e pele. Por fim o espírito foi soprado neles para que vivessem. E era um exército vivo na superfície do vale! Precisamente os que disseram que seus ossos haviam secado e perecido a sua esperança. A esses o Senhor diz: “Ó meu povo, vou abrir os seus túmulos e fazê-los sair; trarei vocês de volta à terra de Israel. E, quando eu abrir os seus túmulos e os fizer sair, vocês, meu povo, saberão que eu sou o Senhor”. Tempo de renovar a esperança e confiar no agir de Deus! Ele não falha nunca! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sábado, 19 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/CONSAGREMOS TUDO A ELE!

CONSAGREMOS TUDO A ELE!

“Consagre ao Senhor tudo o que você faz, e os seus planos serão bem-sucedidos”. Provérbios 16.3.
                                                                                             


O apóstolo Paulo falando aos romanos faz uma afirmação que traz mais luz a este assunto: “Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre”! Isto significa que não somos de nós mesmos, que nada temos de fato, tudo é dele. Somos do Senhor! Rebanho do seu pastoreio. Tudo que temos, que somos, e que sabemos vem dele e todas as obras das nossas mãos são para exclusiva glória dele. Assim, não nos vangloriemos das nossas vãs pretensões e realizações.

A pergunta é: temos essa consciência? E o apóstolo esclarece ainda mais o assunto. E falando aos colossenses ele diz: “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo”. Da coisa mais simples à mais complexa, tudo é para o Senhor e para a sua excelsa glória. Quando seguimos essa linha de entendimento tudo parece ficar mais fácil e mais leve. No final das contas, nada fazemos de fato para pessoas. Elas apenas servem de instrumento visível de simulação do que fazemos efetivamente para Deus. Assim, as “novas” técnicas de simulação usadas no ensino, na verdade, não tem nada de novas, Deus já as havia instituído desde tempos eternos.

O autor de Provérbios tinha essa consciência ao trazer o sábio conselho do versículo citado no início. Vivemos em um tempo de estrelismo. De desempenhos visíveis. De cobranças por produtividade. Por isso tem sido tão difícil um trabalhar anônimo ou mesmo quando inevitavelmente for visível esse agir que tenhamos o cuidado de tributar toda honra ao Senhor. Lá no íntimo as pessoas querem o elogio e o aplauso dos homens. Na verdade, nem sequer consultamos ao Senhor para aquilo que desejamos fazer, muito menos consagramos a ele o que realizamos! E o que é ainda pior, alem de não consultar, nem consagrar, simplesmente agimos por nossa conta e risco. Alguns ainda comunicam ao Senhor seu intento, como se estivessem fazendo um grande favor a ele. E quando as coisas não dão certo, põem a culpa em Deus!

Se podemos dizer que existe uma fórmula para o “sucesso” do servo de Deus, seja em que área for, até mesmo secularmente, este segredo é a consagração de tudo que se fizer ao Senhor. Somos instrumentos, canais da multifome graça de Deus. Instrumentos para louvor dele. O salmista seguindo essa linha de raciocínio aconselha: “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá”. Quando assim agirmos, nossos planos e intentos serão bem sucedidos. Nada acontece fora da vontade de Deus. Seja essa vontade soberana ou permissiva. A primeira é boa, agradável e perfeita. A segunda é punitiva, disciplinadora. Agir por nossa conta e depois comunicar ao Senhor pode ser algo doloroso lá na frente. Que possamos consultá-lo incansavelmente até que ele sinalize para nós de maneira favorável. Só então deveríamos seguir em frente. Melhor deixá-lo conduzir as coisas. Tempo de consagrar tudo a ele! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta//OBEDECER PARA PERMANECER!

OBEDECER PARA PERMANECER!

Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço. Tenho lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa”. João 15.10,11.

                                                                                          


Aprendemos na palavra de Deus que “Obedecer é melhor que sacrificar” e ainda: “A rebelião é como pecado de feitiçaria e a teimosia como o culto a ídolos”.  Deus não aceita os votos ou ofertas de tolos. Os que estão em rebelião acabam perdendo o favor de Deus. A desobediência ao Senhor é um sinal visível da rebelião. Para ordem dada por Deus, ele só espera uma ação: Cumpra-se! Assim, ordem de Deus não se discute, Cumpre-se! Falar em obediência em tempos pós-modernos soa como um palavrão. A rebelião que mora nos corações logo se levanta para revidar e retrucar.

Quando obedecemos aos princípios da Palavra de Deus não precisaremos experimentar a sanção desencadeada por essa transgressão. O princípio da obediência é inegociável. Falando por meio do profeta Isaías, o Senhor diz: “Venham, vamos refletir juntos", diz o Senhor. "Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão. Se vocês estiverem dispostos a obedecer, comerão os melhores frutos desta terra; mas, se resistirem e se rebelarem, serão devorados pela espada". Pois o Senhor é quem fala”! Que espada? A própria Palavra que é Espada do Espírito. Poderíamos pensar: Mas isto foi dito lá atrás, na velha Aliança! Esse princípio é anterior às duas Alianças, foi estabelecido no Éden e se perpetuou desde tempos ancestrais. É imutável, inegociável.

Olhemos agora para os versículos citados no inicio. São palavras do Cristo Mediador da Nova e Superior Aliança. Os que obedecem às suas ordenanças permanecerão Nele assim como ele tem permanecido no Pai. Todo espírito de rebelião é demoníaco. A obediência ao Senhor está em primeiríssimo lugar, mesmo que tenhamos que desobedecer a homens e sofrer suas sanções.  No livro de atos “Pedro e os outros apóstolos responderam: "É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens”! Obediência ao Senhor é precursora da alegria completa, pois os mandamentos do Senhor não são penosos.

Há um ditado antigo que diz: “Quem não ouve cuidado ouve coitado!”. Grande verdade encerrada aqui. Por que tantos planos frustrados? Por que tantos fracassos em tantas áreas da vida? Não haveria transgressão de princípios ordenados por Deus no nosso caminho? Por meio do salmista no salmo 81 o Senhor diz: “Mas o meu povo não quis ouvir-me; Israel não quis obedecer-me. Por isso os entreguei ao seu coração obstinado, para seguirem os seus próprios planos. "Se o meu povo apenas me ouvisse, se Israel seguisse os meus caminhos, com rapidez eu subjugaria os seus inimigos e voltaria a minha mão contra os seus adversários”! É, tem faltado obediência nas relações familiares, especialmente entre cônjuges e entre pais e filhos. Tem faltado obediência ao se negociar, há sempre um anseio por ganhos ilícitos. Há desobediência no sentir, agir e pensar. Deus sonda mentes e enxerga as intenções dos nossos corações. E o jargão dos homens tem prevalecido: “Todo mundo faz, por que não posso fazer”? Porque estamos no mundo, mas não somos dele. Somos cidadãos do céu vivendo uma experiência terrena! Examinemo-nos a nós mesmos! Só permanece Nele que lhe obedece. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/ 

                                                                       

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/RECORRAMOS SEMPRE À ESPERANÇA VIVA!

RECORRAMOS SEMPRE À ESPERANÇA VIVA!

Quero trazer à memória o que me pode dar esperança”! Lamentações 3.21.

                                                                                           


Quando os dias se tornam difíceis, os caminhos intransponíveis e as oposições nos assolam por todos os lados, hora de recorrer a Esperança. Sim, com letra maiúscula, pois para nós não é um uma simples expectação positiva, mas uma pessoa chamada Cristo em cujas mãos estão todas as possibilidades. Creio que foi exatamente isto que aconteceu com o profeta Jeremias em meio ao doloroso cativeiro de Babilônia. Temos repetido muitas vezes neste espaço que os dias não têm sido fáceis para nenhum de nós, muito pelo contrário. Necessitamos de nos refugiar nessa Esperança Viva para poder sobreviver às investidas cada vez mais violentas dos nossos inimigos invisíveis. Eles agem através dos seus instrumentos humanos, cada vez mais disponíveis. São tantas as afrontas!  Como diz a letra do antigo cântico: “Não dá, sem Jesus não dá pra viver! Não dá para sobreviver à aridez deste mundo sem o Cristo em nós, que é esperança da glória! Só com Jesus plasmado em nós podemos seguir em frente na força que só Ele supre!

Quando lemos essa afirmação do profeta Jeremias em meio ao seu livro das Lamentações, temos a impressão de que ele de repente caiu na real, como se costuma dizer. Ele acordou para uma realidade infinitamente maior que as dores do cativeiro. Apesar do Livro das Lamentações ser chamado de poema fúnebre, o profeta suspende a voz de lamento e entoa uma cântico de esperança no meio da sua agonia. Ele começa a evocar os atributos eternos e imutáveis de Deus.

Deus não falha nunca, mas a nossa humanidade limitada e míope insiste em perder essa verdade de vista, sobretudo, no meio das grandes agonias. Quantas lições preciosas nós aprendemos com o Profeta Chorão! O choro é lícito e terapêutico. A impaciência diante dos rigores das tribulações é aceitável. Mas precisamos nos recompor e voltar à Fortaleza como prisioneiros da esperança! Como diz o profeta Zacarias: “Voltem à sua fortaleza, ó prisioneiros da esperança; pois hoje mesmo anuncio que restaurarei tudo em dobro para vocês”. Há uma promessa gloriosa de restauração aqui. Confiemos, pois quem fez a promessa é fiel para cumpri-la!

Na sequencia do versículo citado no inicio, o profeta começa a elencar a razão da sua esperança. Ele se lembra da bondade, da fidelidade, das misericórdias do Senhor que são a razão de não sermos consumidos! O apóstolo Pedro em sua primeira epístola diz: “Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês”. Pedro ainda diz na mesma epístola que fomos regenerados para uma viva esperança! Assim, no meio das nossas dores, recorramos à Esperança Viva que jamais decepciona. Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/NÃO SE DEIXE DEMOLIR... EDIFIQUE-SE!

NÃO SE DEIXE DEMOLIR... EDIFIQUE-SE!

A mulher sábia edifica a sua casa, mas com as próprias mãos a insensata derruba a sua”. Provérbios 14.1
                                                                                          


Tenho pensado muito na profundidade desse versículo citado e creio mesmo que ele não se refere apenas e tão somente a casa ou o lar, enquanto local ou ambiente de convivência, como muitos querem que imaginemos. Essa interpretação traria para a mulher um peso enorme, visto que a edificação de um lar não se faz sozinha, é tarefa para dois. Mas voltando ao raciocínio inicial tenho pensado na casa pessoal. O nosso ser como um todo. Sobretudo, como santuários vivos do Senhor. A mulher tem estado sujeita a todas as intempéries existenciais, emocionais e culturais desde tempos imemoriais. São exigências e demandas sem conta! Tudo concorre para implodi-la, derrubá-la, desestabilizá-la.

Tenho convivido há anos com muitas mulheres de todas as idades que são verdadeiras ruínas ambulantes. Semblantes tristes. Sempre sombrias cabisbaixas. Não resistiram aos ventos rijos das investidas contra elas, sobretudo, as relacionais. Quanta opressão, quanto jugo maligno! Quanta tentativa de fazê-las ruir! De fazê-las abortar seu sonhos e talentos! E em muitos casos o intento foi bem sucedido! Muitas estão doentes emocionalmente e apenas sobrevivem de maneira comovente! Seguem à base de remédios para amortecer o efeito das investidas emocionais e até físicas! São mortas vivas! Há as que atravessam seus desertos e resistem bravamente murcharam sem perder a fé e a doçura! São guerreiras sobreviventes!

Por outro lado têm aquelas que deram a volta por cima como se costuma dizer. Buscaram forças em Deus para se reedificar a partir dos seus próprios escombros e olhe que não é fácil edificar sobre ruínas. Mas a sábia consegue! Ela aprendeu a ressignificar as investidas contra ela e todas as experiências negativas se transformaram em ferramentas de reconstrução. Fé, coragem e bom humor são ingredientes imprescindíveis para recriar do caos uma edificação nova, resistente e bela. Conheço muitas assim. Essas se transformam em belos edifícios e se tornam abrigo e consolo para muitos. Aquilo que foi enviado para destruí-las serviu de matéria prima para a reconstrução. Esse tipo de mulher tem muitas marcas e cicatrizes, mas ela não faz disso um drama. Pelo contrário, essas cicatrizes são memoriais das suas superações. Sua casa está de pé para a glória do Eterno. Ela é atenta e sabe usar as ferramentas e habilidades dadas pelo Divino e Supremo Arquiteto!

Infelizmente há as insensatas, que fazem coro com os demolidores. Aliás, no caso dessas, as ações demolidoras externas não fazem muito esforço para a sua derrocada. Há “dinamites” internas que as implodem irremediavelmente. Elas se nivelam por baixo porque não sabem o valor que têm. Elas não conseguem se enxergar! São as Marias que se conformam em ir com outras Marias com as quais se identificam. Todas “experts” na arte da autodestruição. Essas escutam o coro das derrotadas. Acreditam nos paradigmas negativos e se deixam atingir por eles. Assumem os rótulos impostos! Vitimizam-se! Seus corações estão desertificados sua autoestima é zero. Nesses casos, só um milagre! Contudo, enquanto estivermos aqui é possível mudar essa realidade. Não nos deixemos demolir, edifiquemo-nos! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/AMARGURA, UMA RAIZ CORROSIVA E PARALISANTE!

AMARGURA, UMA RAIZ CORROSIVA E PARALISANTE!

Façam caminhos retos para os seus pés", para que o manco não se desvie, mas antes seja curado. Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor. Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus. Que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando a muitos”. Hebreus 12.13-15.

                                                                                            


Há muitos tipos de plantas. Muitas medicinais, outras servem apenas de ornamento com sua beleza e perfume, mas há as venenosas. E até algumas dessas que podem matar instantaneamente. O texto citado acima fala de certa raiz de amargura que causa perturbação e contamina a muitos. Parece que as ervas daninhas não são muito exigentes quanto ao terreno em que brotam. Muito pelo contrário, elas conseguem brotar em qualquer terreno. Contudo parece haver certa predileção pela aridez. Quando transportamos esse conceito para os corações humanos, as coisas parecem ficar mais claras!

Como tem sido fácil nos deixar contaminar pela amargura. Como é fácil arruinar amizades e destruir relacionamentos por causa dessa raiz infame! Conheço tantas situações que poderiam ter sido evitadas se tivesse havido esforço para um viver em paz! Um dos grandes arados para a semeadura da amargura é a ação intempestiva dos temperamentos. Agir sem pensar é um problema sério. E esse tipo de agir tem feito muitos amargarem arrependimentos irremediáveis. O apóstolo Paulo falando aos efésios diz: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios”. Sim tem faltado  em nosso meio sabedoria no falar e no agir.

O autor de Hebreus traz sábias exortações nos versículos citados para evitar a aridez nos corações. Ele manda que façamos caminhos retos para os nossos pés e o curioso é a razão da exortação: para que o manco não se desvie, mas seja curado. Ou seja, o nosso andar é testemunhal. Resta saber que tipo de testemunho estamos dando. Tem muitos que estão andando atrás de nós na cadencia dos nossos passos. E isto aumenta a responsabilidade que está sobre nós. Não devemos andar retamente apenas por nós mesmos, mas pelo outro, que quer queiramos ou não nos observa como referencial. Somos exortados a não ser pedra de tropeço para os nossos irmãos, especialmente os fracos na fé.

É preciso que haja esforço diligente da nossa parte para viver em paz com todos e em santidade, sem a qual não veremos ao Senhor. Em suas exortações aos Romanos, Paulo ratifica essa recomendação ordenando: “Façam todo o possível para viver em paz com todos”. Às vezes em nome da paz, uma boa retirada pode ser uma grande saída e até sinal de valentia. Há aqui um zelo para que ninguém se exclua da graça de Deus. Um mau testemunho pode causar escândalo à comunidade e afastar muitos da comunhão. Isto será cobrado de nós! Misericórdia! Quando essas exortações não observadas! Corremos o risco de deixar proliferar raízes corrosivas de amargura em nossos corações. Essas raízes contaminam a muitos. Na maioria absoluta das vezes é melhor ter paz que ter razão! Evitemos o cultivo da amargura. Ela torna seu portador tão ácido e corrosivo quanto ela própria. Assim, em vez de Amargura, troquemos uma letra: Amar Cura! Amor constrange! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/ONTEM FOI DIA DOS PAIS E "MAIS"...

ONTEM FOI DIA DOS PAIS E "MAIS"...

Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação”, 2 Coríntios 1.3.

                                                                                           


Deixei este texto propositalmente para hoje. Passadas as manifestações, sobretudo, midiáticas sobre o assunto, hora de parar para refletir na missão ímpar da paternidade! Um tempo justo de homenagens especialmente àqueles que têm se sobressaído nessa a missão especialíssima recebida de Deus. O pai terreno também foi chamado para manifestar o Pai Celestial aos seus filhos terrenos. Tarefa que na maioria das situações tem sido negligenciada. Muitos odeiam o Pai Celestial pela referencia de pai terreno  que tiveram!

O texto citado apresenta o Senhor como o Pai das Misericórdias e Deus de toda consolação. Dentre os infinitos atributos de Deus encontramos aqui: Misericórdia e Consolação. Como estamos carecidos de ambos! Misericórdia e consolação remetem a colo, colo protetor de Pai! Como as figuras humanas paternas têm deixado a desejar nesse quesito! Outro dia li uma matéria revoltante. Ali dava conta que a adolescência dos homens está cada vez mais tardia e que eles só se tornam adultos de verdade a partir dos 54 anos. Esses correm o risco de apresentar aos filhos “Um Deus Adolescente e irresponsável”. Não é de se admirar o fato de tantos jovens se tornarem ateus e rebeldes sem causa, pois não tiveram referencias. Seus paradigmas foram danificados.

Tem faltado varonilidade, maturidade para levar a termo as responsabilidades a eles confiadas. Isto quando se confia responsabilidades! No geral há uma tentativa de se infantilizar homens feitos. Em tempos de verdades relativizadas e conceitos cada vez mais fluidos e sem consistência procuro trazer à memória os meus referenciais. Meus avôs, meu pai e meu marido. Todos grandes homens e pais de verdade. Mesmo imperfeitos, souberam cumprir seu papel. Glorifico a Deus por me tê-los dado e de poder proporcionar a meus filhos e netos uma paternidade referencial. Que eles possam perpetuá-la!

Há outra realidade que não podemos perder de vista em nosso tempo: As mães que tiveram que assumir as duas funções. Foram e são mães e pais. Elas não são “pães” como se costuma dizer brincando. Elas são “Mais” tira-se o “p” da palavra pai e coloca-se o M maiúsculo. Mais fortes, Mais presentes, Mais provedoras, Mais tudo. Tiveram que lidar com as ausências literais ou espaciais dos seus companheiros. E seguiram tocando em frente seus barcos carregados de crias cada uma com a sua necessidade e expectativa. E lá estavam elas as “Mais” sempre apostos para dar conta de tudo, inclusive da sua própria força disfarçada em fragilidade. Elas continuam tirando leite de pedra e conseguiram e têm conseguido ao longo dos anos levar à termo a árdua missão! E foram elas que apresentaram a esses filhos e filhas os atributos eternos de Deus como misericórdia e consolação. Abdicando de suas vidas para que nada faltasse aos filhos dos seus ventres. Aos pais de verdade e a essas “Mais” incríveis a nossa sincera e honrosa homenagem! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

                                                                               

domingo, 13 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/JESUS CRISTO OU BARRABÁS?

JESUS CRISTO OU BARRABÁS?

De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem". Que é a verdade?”, perguntou Pilatos. Ele disse isso e saiu novamente para onde estavam os judeus e disse: "Não acho nele motivo algum de acusação. Contudo, segundo o costume de vocês, devo libertar um prisioneiro por ocasião da Páscoa. Querem que eu solte ‘o rei dos judeus’?". Eles, em resposta, gritaram: "Não, ele não! Queremos Barrabás!". Ora, Barrabás era um bandido”. João 18.37b-40.

                                                                                           


A pergunta de Pilatos tinha um caráter retórico, na verdade ele não queria ouvir uma resposta, visto que ao fazer a pergunta se afasta e até mesmo porque a sua pergunta não foi feita corretamente. Ele deveria ter perguntado: Quem é a Verdade? A Verdade não é algo, mas Alguém. “Jesus é o Caminho e a Verdade e ávida; ninguém vem ao Pai senão por ele”. Não é de hoje que a Verdade é relativizada e trocada pela mentira, pelo engano. O justo pelo injusto. A Verdade encarnada estava diante de Pilatos, mas ele não era da verdade por isso não a ouviu, nem a reconheceu. Do mesmo modo, muitos ao longo dos séculos têm feito a mesma escolha. Barrabás tem sido escolhido pela esmagadora maioria!

Parece que o padrão dos dias de Pilatos continua o mesmo, e tem se perpetuado pelo mundo, especialmente em nosso país. Aqui a coisa ainda é mais séria, pois há toda uma geração formada na escola de “Barrabás”. São ladrões e salteadores institucionalizados. Visam apenas seus próprios interesses. Foram eleitos com o nosso voto e isto é o que mais dói. A escolha foi nossa. E agora? O que fazer de fato? Clamar para que a Verdade Viva se manifeste trazendo obras à luz. Mostrando as intenções dos corações dos inúmeros “Barrabás” à nossa volta e que finalmente eles sejam severamente punidos.

Tenho pensado muito nos meus netos. Que tipo de mundo eles irão herdar? Como sou viciada na Esperança, ainda há uma saída: A de plantar sementes da Verdade nos corações deles e torcer para que sejam boa terra e possam produzir a cem por um. Aliás, Esperança e Verdade para nós cristãos não são meros conceitos, mas uma e a mesma pessoa chamada Cristo. Que os nossos corações não se deixem manipular pelo relativismo pós-moderno, mas que possamos nos firmar na Verdade Eterna e irrefutável.

O gosto pelo escuso pelo que é de ganho fácil tem encontrado cada vez mais adeptos. A desonestidade e a falta de ética nunca estiveram tão em alta quanto em nossos dias. O feio virou bonito. O certo virou errado. O torto virou tendência. A simetria perdeu seu lugar. A inversão absoluta de valores parece não conhecer limites. E quase podemos ouvir o coro da multidão ensandecida bradando por Barrabás em detrimento do Cristo. Enquanto o primeiro representa aquilo que as pessoas têm de mais tenebroso, que as aprisiona e vicia. O Segundo é a Luz que veio ao mundo e foi rejeitada por ele. A Luz libertadora do Cristo continua sendo rejeitada por todos que não são da verdade e não o reconhecem. Que o Senhor tenha misericórdia dos que são da Verdade e os livre do mal! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

sábado, 12 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/AH, SE OS JOVENS LEMBRASSEM!

AH, SE OS JOVENS LEMBRASSEM!

“Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e antes que se aproximem os anos em que você dirá: "Não tenho satisfação neles"; Sim, lembre-se dele, antes que se rompa o cordão de prata, ou se quebre a taça de ouro; antes que o cântaro se despedace junto à fonte, a roda se quebre junto ao poço, o pó volte à terra, de onde veio, e o espírito volte a Deus, que o deu”. Eclesiastes 12:1, 6,7.

                                                                                           


No salmo 81 há um lamento de Deus em relação à falta de atenção e obediência do seu povo. Ele diz assim por meio do salmista: “Oh! se o meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos! Em breve abateria os seus inimigos, e viraria a minha mão contra os seus adversários. E o sustentaria com o trigo mais fino, e o fartaria com o mel saído da rocha”. Duas coisas que parecem não combinar: Juventude e sabedoria! Aliás, parecem mesmo incompatíveis. A juventude é inquieta, apressada e desatenta. E nesse agir intempestivo vai atropelando etapas desnecessariamente, pois o tempo tem um curso predeterminado a ser seguido e nada pode detê-lo!  E isto acontece, como diria o meu marido: Inexoravelmente! Ou seja, não há como deter o desenrolar esse curso.

O autor deste maravilhoso livro depois de tantas constatações e advertências até de certo ponto consideradas cáusticas, por alguns, ele conclui com conselhos sábios aos mais jovens. Há aqui uma tentativa de chamar os mais jovens à razão enquanto é tempo. Esses conselhos podem ser aplicados não só aos jovens na idade, mas aos jovens na fé. Embora saibamos que haja uma inutilidade nessa tarefa, pois os mais jovens não prestam atenção a quase nada.  Creio que o grande propósito aqui é: Que, ao chegarmos lá na frente não teremos a desculpa de dizer que nada sabíamos a respeito. O Senhor sinalizou para nós das mais diferentes maneiras. Não só pelos livros, que nem todos têm acesso, mas ele usou incontáveis recursos didáticos para nos chamar à razão.

É nos dias da mocidade que devemos nos lembrar do nosso Criador. Aos nossos pais foi ordenado: Ensina a criança no caminho que deve andar e ainda quando for velha não se desviará dele!”. Há uma chamada também aos nossos pais para nos conduzirem pelo caminho eterno. Um dia um velho pastor me disse: Você tem um casal de filhos. Seu maior ministério é conduzir essas almas eternas para a eternidade!  Ele falou isso respondendo a minha indagação de neófita apressada sobre que ministério deveria abraçar. Os pais não apenas apontam esse caminho, mas devem andar nele com seus filhos. O exemplo vale mais que mil palavras. Tomara que tenha conseguido cumprir a missão a mim confiada! Nada pode ser pior do que uma lembrança irremediavelmente tardia. É enquanto estamos aqui que devemos nos lembrar do Senhor e dos seus preciosos ensinos. Os dias maus chegam para todos. E todos nós envelheceremos se o Senhor não nos levar antes.

O contexto todo fala das dificuldades da velhice: O peso do corpo, a lentidão dos passos, a falta de interesse e prazer. E somado aos incômodos próprios da velhice ainda ter que amargar o tempo desperdiçado, nada pode ser mais triste!  O autor do livro termina seu arrazoado dizendo: “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e guarde os seus mandamentos, pois isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mal. Que ainda haja tempo de despertar e reverter a nossa posição! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/TODOS NÓS TEMOS TELHADOS DE VIDRO!

TODOS NÓS TEMOS TELHADOS DE VIDRO!

Essas coisas aconteceram a eles como exemplos e foram escritas como advertência para nós, sobre quem tem chegado o fim dos tempos. Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia”! 1 Coríntios 10.11,12.

                                                                                           


O salmista faz uma advertência séria no salmo trinta e nove final do versículo cinco. Ali ele diz: “Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade”. Nos últimos tempos temos visto e ouvido sobre muitos escândalos envolvendo nomes de pessoas ligadas ao meio cristão. É uma situação triste e constrangedora para a família da fé. Quem está lá fora tende a generalizar e associar o tipo de comportamento negativo a todos indistintamente. No entanto, algo mais sério acontece no próprio meio cristão é a falta de misericórdia com os que caem. No geral tendemos a nos colocar numa posição de invulnerabilidade achando que essas coisas não acontecem conosco.

Todos que vivemos sobre a terra temos nossos telhados de vidro e não devemos atirar pedras no telhado do outro. Esses telhados frágeis podem não ser necessariamente ações, mas podem ser aquelas inclinações latentes que em uma hora ou outra podem eclodir. As pedras que lançamos são como bumerangues. Voltarão para nós! Ouvimos muito dizerem: “isto lá em casa não acontece”! “Isto com meu filho ou filha jamais acontecerá”! “Comigo, isso nunca vai acontecer”! Até que acontece e a casa cai e o chão some de debaixo dos pés. E só aí entenderemos o valor da misericórdia que não fomos capazes de oferecer ao outro! Misericórdia e acolhimento não significam que estamos em concordância com as ações do outro. Já há uma carga muito grande para os que provocam escândalo no meio do povo de Deus. O Senhor Jesus disse que: “É inevitável que venham os escândalos, mas ai daqueles por intermédio de quem vem os escândalos!”.

O texto citado no inicio como advertência do apóstolo Paulo a imatura igreja de Corinto serve para todos nós em todas as épocas. O ensino aqui fica muito claro. Essas coisas acontecem para servir de exemplo e advertência para que não nos deixemos persuadir pelas nossas próprias inclinações. Os que saíram do Egito foram todos “batizados” no mar e sob a nuvem, experimentaram do mesmo alimento espiritual, mas caíram. O que aconteceu no passado pode ocorrer hoje. Assim, sempre que essas noticias chegarem aos nossos ouvidos é uma chamada de Deus para que intercedamos pelos que caíram, bem como uma chamada à santificação! Temos dito muitas vezes, nenhum de nós deste lado de cá da eternidade está pronto. Crente maduro, Deus colhe!

Quanta coisa tem acontecido nas casas dos crentes! Quantos têm se tornado pedra de tropeço! Em sua carta aos Romanos, Paulo adverte: “Assim, cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus. Portanto, deixemos de julgar uns aos outros. Em vez disso, façamos o propósito de não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão”! Assim “cada um de nós examine-se a si mesmo”! Diz Paulo em outro momento. O único ministério de acusação e crítica é do adversário. Toda vez que nos arvoramos em “fiscais do irmão” estamos agindo sob a eficácia de satanás, o acusador mor da irmandade! Só existe uma vida que precisa que fiscalizemos é a nossa própria! Cuidemos! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/NÃO TEMAMOS AS SEMEADURAS LACRIMOSAS!

NÃO TEMAMOS AS SEMEADURAS LACRIMOSAS!

Aqueles que semeiam com lágrimas, com cantos de alegria colherão. Aquele que sai chorando enquanto lança a semente, voltará com cantos de alegria, trazendo os seus feixes”. Salmos 126.5,6.
                                                                                              

                                                                                       
Este salmo é um dos cânticos de romagens. Esses cânticos eram entoados durante as peregrinações para Jerusalém a fim de trazer à memória dos Israelitas os grandes feitos de Deus. Seus conteúdos iam desde adoração pelo que o Senhor é até gratidão pelas ações de Deus em favor do seu povo como livramentos de morte, libertações, curas e restaurações. Desconhecemos a autoria de boa parte deles especialmente este que aqui mencionamos. Contudo, percebemos que era alguém que tinha uma estreita experiência com o Senhor.

Este salmo canta a vitória e libertação do povo de Deus do cativeiro de Babilônia. Os israelitas tiveram a sua “sorte restaurada”, ficaram “como quem sonha”. Nunca vivemos um cativeiro literal. Nunca fomos levados de nossa pátria na condição de escravos, mas ao mesmo tempo temos experimentado muitos outros “cativeiros” que nos têm amargurado e dilacerado a alma. Ansiamos por libertações continuamente até mesmo a libertação deste tabernáculo terreno que nos aprisiona a esta vida tão cheia de armadilhas e percalços. Aguardamos o Senhor com o mesmo anseio que os guardas antigos ansiavam pelo o romper da manhã, quando os perigos se dissipavam.

A experiência do salmista encontra eco nas nossas próprias semeaduras sempre tão lacrimosas. Mas algo aqui chama a nossa atenção e consola os nossos corações: As semeaduras lacrimosas produzem colheitas jubilosas! Assim, não precisamos temê-las! E nessa esperança viva vamos seguindo e semeando incansavelmente. As nossas sacolas de sementes precisam chegar vazias ao final da jornada. A semeadura não pode parar, pois há uma colheita gloriosa e jubilosa esperando por nós!

A nossa colheita traz alegria para nós e testemunho para os que estão lá fora. Sim, grandes coisas tem feito o Senhor por nós por isso mesmo "entristecidos" estamos sempre alegres. Isto quer dizer que, embora os caminhos naturais sejam dolorosos enxergamos neles a sobrenaturalidade do Deus Vivo ao qual servimos. É Ele quem restaura a nossa sorte como faz com o leito dos rios no deserto. Aliás, Ele é especialista em colocar rios em terra seca e fazer caminhos no ermo. Nada é impedimento para Ele. Tem sido difícil para muitos de nós. Chega a ter momentos de um cansaço indizível, mas toda semeadura demanda empenho, diligente. Escolhe-se a semente, o terreno. Ara-se a terra. Retira-se dali as ervas daninhas, para só então. Lançar as sementes. O trabalho acabou? Claro que não! Agora é hora de múltiplas regas e podas até que se produza uma colheita satisfatória. E diante da colheita percebemos que todo esforço valeu a pena! Assim, não temamos as semeaduras lacrimosas. Invariavelmente voltaremos com júbilo trazendo nossos feixes! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/SIM, QUEM VIVE DE PROMESSA É SANTO!

SIM, QUEM VIVE DE PROMESSA É SANTO!

Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou". Aquele que estava assentado no trono disse: "Estou fazendo novas todas as coisas! " E acrescentou: "Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança". Apocalipse 21.4,5.

                                                                                           


Exatamente, quem vive de promessa é santo! E não estamos falando das promessas feitas por homens àqueles que não estão mais entre nós e são considerados santos pela religiosidade. Mas das Promessas do Senhor feitas aos seus santos (separados para Deus) que vivem na terra. E nada é melhor e mais alentador do que confiar em quem fez a promessa, pois Ele é fiel para cumpri-la no tempo que lhe apraz. A Bíblia chama o povo de Deus de santo. Essa nomenclatura não obedece ao padrão compreendido pelo mundo. Um santo de Deus não é alguém impecável, enclausurado, mas alguém que foi separado por Ele para louvor da sua glória. Alguém que embora esteja no mundo não faz mais parte dele. O santo de Deus é peregrino e forasteiro em terra alheia. Ele é um cidadão do céu vivendo uma experiência terrena. Nessa perspectiva todo cristão genuíno é um santo.

Os santos do passado enxergaram pela fé a promessa da Vinda do Cristo e foram abençoados. Cada episódio do passado apontava para o acontecimento glorioso do primeiro Advento. E tudo que lhes acontecia literalmente eram recursos didáticos de Deus para encorajar a espera da Promessa. Abraão esperou em Deus contra a esperança humana e aos cem anos foi pai de Isaac, filho da promessa. E através daquele filho veio a ser pai de numerosa nação. Os santos da nova Aliança aguardam ansiosos o próximo acontecimento profético, que é o Segundo Advento. A Promessa se cumpriu no passado e se cumprirá no futuro iminente.

A vinda gloriosa do Senhor Jesus Cristo, não mais como o Servo sofredor, mas como Justo Juíz que julgará com cetro de ferro se avizinha. Já podemos ouvir os sinais por toda a parte. Ele virá buscar os seus escolhidos dos quatro cantos da terra. Embora todos os livros bíblicos numa medida ou noutra mencione o assunto é em Apocalipse que essa Revelação fica mais explícita. E aqueles que têm ouvidos ouvirão o que o Espírito revela à igreja! Ah, se não fosse a espera confiante pelas grandes e mui preciosas promessas, certamente não suportaríamos a insalubridade deste mundo tenebroso. Elas nos animam a seguir na caminhada e alcançar à Pátria Celestial. Sabemos em quem cremos!

Os versículos mencionados no início nos asseguram que o Senhor enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Não haverá mais morte, tristeza, dor ou pranto, pois a antiga ordem terá passado e tudo se fará novo. O Senhor ainda se preocupou em nos garantir que as palavras ditas ali são fiéis e verdadeiras. São dignas de confiança. Assim todo o sofrimento terreno terá valido a pena diante da magnitude da glória porvir! Aliás, o apóstolo Paulo diz que: “A nossa leve e momentânea tribulação produz para nós, eterno peso de glória acima de toda comparação”. Ele ainda nos estimula a fixar os nossos olhos não no que se vê, mas no que não são vê. Pois o que se vê é transitório e o que não se vê é eterno. Por isso vale sim a pena viver das Promessas de Deus dadas aos seus santos que vivem na terra! Sigamos nessa bendita Esperança sempre firmes nas promessas do Bom Salvador! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Meditação/Nadia Malta/A CARTA DA ALEGRIA TAMBÉM FOI ESCRITA PRA NÓS!

A CARTA DA ALEGRIA TAMBÉM FOI ESCRITA PRA NÓS!

Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se”! Filipenses 4.4.

                                                                                        


Epístola do apóstolo Paulo aos Filipenses é chamada de Carta da Alegria, muito embora, seu autor estivesse preso quando escreveu essas palavras de encorajamento. Os ensinos contidos nesta carta são preciosos por isso o apóstolo insiste neles e diz no capítulo três: “Finalmente, meus irmãos, alegrem-se no Senhor! Escrever-lhes de novo as mesmas coisas não é cansativo para mim e é uma segurança para vocês”. Ele sabia que temos a memória curta e nos deixamos persuadir e impressionar pelas aflições da vida. Facilmente tiramos os olhos do Cristo e nos assombramos com o tamanho das ondas e a fúria dos ventos. Na curta epístola aparecem pelo menos onze vezes expressões de alegria e regozijo. É preciso exercitar o: “entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo.” experimentado pelo apóstolo.

Como entender tal coisa? Só há uma explicação: Deus fluindo através do apóstolo. Aliás, o salmista diz que “Na presença do Senhor há plenitude de alegria e delícias perpetuamente”. Uns interpretam esse versículo aplicando-o apenas à glória porvir, outros preferem entender que a nossa alegria começa aqui apesar das dores e de todos os pesares que possam surgir. Fico com a última visão. Viver na terra não tem sido fácil para nenhum de nós e um dos combustíveis dado aos cristãos foi sem dúvida, a alegria. Não a alegria meramente circunstancial, pois esta, todos experimentam. Não saberia viver sem a alegria sobrenatural. Sem o riso largo que escancara a janela da alma fazendo a luz do céu entrar como diz a letra do velho hino! Graça e Alegria (riso) precisam andar juntas!

Quantas pessoas em nosso meio com vocação para infelicidade! Quantos fazem dos pesares cargas ainda maiores! Esses tendem a maximizar pequenas coisas, criando ondas enormes em pequenos copos de água!  Fazem da vida dos circunstantes um inferno. Tornam-se bombas-relógios ambulantes e haja coração para conviver com eles! Sempre me lembro de uma colocação feita pelo meu pastor na época. Ele contava uma história que dizia assim: O menino de uma família cristã conhecida por sua sisudez, disse ao pai: “Pai, o jumento do vizinho também é crente” e ao ser indagado pelo pai a razão da sua colocação, o garoto respondeu: “Porque ele está sempre triste olhando para o chão”. Verdade verdadeira!

Por outro lado trago no coração a lembrança de um amado servo, de saudosa memória, o irmão Celestino que já tinha o céu no nome. Ele costumava dizer: “Quem tem o que temos não pode ser triste”. Foi um homem que junto com sua amada esposa Celina experimentaram a fartura e a perda de tudo, mas jamais os vimos reclamar ou se revoltar contra Deus. Muito pelo contrário, havia neles um brilho no olhar e um sorriso nos lábios que faziam as queixas de hoje corar de vergonha. Tive o privilégio de conhecê-los e aprender muito com eles. Assim, a verdadeira alegria do cristão não é circunstancial, repito. A Carta da Alegria também foi escrita para nós! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/

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