quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Meditação/Nadia Malta/COMO É DIFÍCIL VIVER EM PAZ UNS COM OS OUTROS!

COMO É DIFÍCIL VIVER EM PAZ UNS COM OS OUTROS!

Façam todo o possível para viver em paz com todos. Amados, nunca procurem vingar-se, mas deixem com Deus a ira, pois está escrito: "Minha é a vingança; eu retribuirei", diz o Senhor. Pelo contrário: "Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer; se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele". Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem”. Romanos 12:18-21.

                                                                        


O texto faz parte das virtudes recomendadas pelo apóstolo Paulo aos seus leitores romanos. Lendo e relendo muitas vezes os versículos citados parei para meditar na dificuldade de experimentarmos essa paz relacional com determinadas pessoas. Paulo é enfático, na versão (ARA) ele diz “Se possível no que depender de vós tende paz com todos os homens”. Quantas coisa, pela estranheza dos temperamentos, faz que não dependa de nós essa paz, por mais que nos esforcemos!

Quão mais fácil seria se nós pudéssemos viver em união! Contudo, o “Suportai-vos uns aos outros no temor do Senhor!” não é uma via de mão única e não tem sido levada a sério por muitos. Lamentavelmente, mesmo em nosso meio. O texto segue com o apóstolo nos conclamando a ser benignos com aqueles que nos atingiram, feriram e magoaram. Jesus lá no Sermão do Monte já havia dito isto em outras palavras: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem”. Mas como seria a natureza desse amor? Será tão necessário mesmo nos aproximarmos tanto assim ao ponto de nos machucar, numa espécie de autoflagelação? Quem em sã consciência se abraçaria com pés de mandacaru vezes seguida? Perdoar é esquecer, não o evento, isto é amnésia, mas esquecer da memória da dor! Só que determinadas ações reincidentes estão sempre alimentando a memória dessa dor com o propósito de nos destruir!

Conheço tantas pessoas emocionalmente fragilizadas e até doentes pela exposição desnecessária a agentes humanos tóxicos. A toxidade de determinadas pessoas pode ser mortal sob todos os aspectos. O que fazer então nesses casos? Continuar orando por essas pessoas. Perdoando-as num ato contínuo como quem irriga uma terra desertificada. Abençoando suas vidas e amá-las de forma prática acudindo suas necessidades, sempre que necessário. Mas guardando a devida e terapêutica distancia! Deixando que o mais o Senhor faça.

Abriguemo-nos à Sombra do Onipotente! Deixemos que Ele refrigere a nossa alma. Descansemos e não nos exponhamos desnecessariamente às Ações tóxicas daqueles que nos odeiam e desejam nos destruir! O Senhor é um Muro de fogo ao nosso redor, mas se deliberadamente rompemos o muro, serpentes nos morderão!  Às vezes uma boa e estratégica retirada é sinal de valentia. Estejamos atentos!

Só não podemos perder de vista que: Tudo é muito cíclico. E o efeito bumerangue é real, a tal Lei do retorno existe e é implacável! É o que damos que recebemos, não tem jeito, seja bom ou ruim. Aqueles que têm semeado ventos segarão grandes tormentas. Os misericordiosos alcançarão misericórdia! Os odientos e belicosos experimentarão do próprio poder de fogo. Portanto, tenhamos cuidado com as sementes plantadas, numa dessas giradas chega a hora inevitável da colheita. Sejamos, então, semeadores de misericórdia! Busquemos a paz e empenhemo-nos por alcançá-la! Nadia Malta. http://ocolodopai.blogspot.com.br/


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