sábado, 25 de abril de 2015

Meditação/Nadia Malta/BORBOLETAS E FLORES!

BORBOLETAS E FLORES!

                                                  


Encantei-me com uma frase que li recentemente, desconheço a autoria. Só sei que não é minha! A frase dizia: “Borboleta parece flor que o vento tirou pra dançar!”. Só uma alma sensível poderia captar essa imagem. A frase tem “borboleteado” em minha mente. Lindo demais!
Borboletas remetem a transformação. E transformação invariavelmente pressupõe dores. É incrível como algo que se torna tão belo, surge de forma tão dolorosa. É a lagarta que se revolve dentro do seu casulo até conseguir seu intento. Tornar-se uma linda borboleta! Lagarta que não se esforça jamais chegará à condição de borboleta. E o interessante é que nenhum agente externo pode ajudá-la. São as inevitáveis dores do crescimento pelas quais passamos todos.
Na verdade, se pararmos para pensar descobriremos que estamos sempre passando por um processo transformador que leva a uma mudança efetiva. Somos lagartas e borboletas muitas vezes até completarmos a nossa jornada por esta terra. Esse processo nos atinge por inteiro, física, emocional e espiritualmente. O grande problema é que olhamos só o que está perto e a primeira reação é nos livrar dos agentes dolorosos. Esquecemos que eles são instrumentos de fortalecimento e de grandes transformações. Sempre para melhor! O propósito das dores de hoje só entenderemos amanhã!
Em tempos de busca do prazer pelo prazer é difícil falar de dores, mas elas são inevitáveis! Ah, se encarássemos nossos processos transformadores com outros olhos! Sem tantos dramas, aliás, não gosto dos dramas. Prefiro as comédias! Se percebêssemos quão necessárias são essas dores que nos dilaceram! Olhando para trás, não numa perspectiva saudosista, mas de aprendizado descobrimos que se chegamos até aqui é porque o treinamento valeu a pena! É como soldados arregimentados sendo treinados para o combate!
Desde que nascemos que vamos sendo preparados, treinados e fortalecidos para liberar as borboletas que vivem dentro de nós. Contudo, muitos estagnaram. Coitados! Preferiram continuar como lagartas escondidas em seus casulos. Tinham tanto a doar emocional, profissional e relacionalmente, mas sabotaram o próprio processo de crescimento. Era mais cômodo continuar como lagartas escondidas! Como diria meu marido: “É a lei do menor esforço, ou da maior preguiça!”. Crescer dá trabalho! Essas pessoas tornam-se ácidas, críticas, tóxicas! Acabam sozinhas. Sabem sempre o que os outros devem fazer, mas elas nunca fazem!

Que bom que há os que querem crescer, os que não se importam com as dores, os que se arriscam. Viver é correr riscos. Esses voam alto, bem alto e fazem a diferença nesta terra tão árida de encantos! A esses, o vento espera e elegantemente os tira para dançar! Borboletas são sim, flores dançantes! Que seja assim conosco! Nadia Malta.

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